Não somos idênticos e essencial é manter diferenças. Celebrar dessemelhanças. Exaltar a diversidade. Não de um jeito fundamentalista tolo que torna nossa causa de festa em justificativa de morte. Mas de olhos expandidos para ver que a Graça é multiforme e se manifesta em cores e contornos distintos. Deus é criativo e todas as coisas são puras para os puros.
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Cristo ensinou que o que contamina o homem é o que sai de si, pois provém do coração. Se teus olhos interiores são impuros, o mundo todo será uma impureza só. Se o nosso coração é egocêntrico só aceitaremos um mundo onde nossa vontade seja sempre obedecida. E segue-se assim. Sempre desconstruímos e reconstruímos o ao-redor conforme o nosso coração. Em outras palavras o que o Mestre disse é que quando nossos olhos estão doentes o mundo inteiro adoece conosco. Daí ser necessário nascer de novo.
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A globalização homogeneizante que transforma em meros artefatos decorativos as manifestações culturais de povos milenares. Os preconceitos raciais, sociais, sexuais. O proselitismo religioso. A cristianização superficial arrogante e hipócrita preconizada como “caminho da verdade”. O desmatamento perverso de florestas, a destruição da biodiversidade, extinção de espécies. Tudo o que seja contra a vida em todas as suas definições e manifestações precisa ser desmascarado e combatido. Qualquer unidade uniforme, piramidal, militar, onde todos devem ser iguais a todos é falsa e só nos traz desgraças.
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A uniformidade das Torres-de-Babel desmorona perante a diversidade do Pentecostes. Deus é Deus de pluralidades do contrário o mundo não seria vário. Uniformização é coisa de homens desejosos de poder. A Terra está cheia deles. As igrejas estão apinhadas de homens apostolando mecanismos de discipulação que ao invés de iluminar a diversidade a destroem.
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Igreja sempre foi diversa. Desde o princípio os apóstolos e discípulos anunciaram a presença divina que encontraram em Jesus com várias imagens. A leitura que São Pedro faz do Evangelho é distinta da de São João, São Paulo ou São Tiago e todas elas convergem para um ponto como todos os rios distintos e distintivos terminam no mar. Mas como no meio do caminho sempre há uma pedra, em algum lugar vestimo-nos de Babel, o uniforme que devemos retirar pra receber o odre novo do vinho novo.
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Não somos idênticos.
Essencial é lembrar diferenças.
Celebrar dessemelhanças e exaltar diversidades.
Viva a unimultiplicidade!
Abraços.
Inté!

















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