terça-feira, 17 de novembro de 2009

Inclusiva de Portas Abertas Para os Homossexuais


É possível deixar de ser homossexual como se desliga um botãozinho? A nova Igreja Inclusiva do Recife entende que não. E ela abre as portas para gays e lésbicas que sentem vontade de seguir a Cristo, mas enfrentam barreiras em outros templos religiosos, sejam católicos ou evangélicos.

Segundo Timóteo Reinaux, as "deformações" de caráter vão sendo modificadas aos poucos, por Deus, e não por nós. Foto: Alcione Ferreira/DP D.A Press
O alvo prioritário é a minoria que se afastou do convívio com Deus ao ser vista com preconceito por outras religiões. A maior diferença da Inclusiva e de outras cristãs tradicionais é que ela não defende a "cura espiritual" para quem gosta de alguém do mesmo sexo e aceita todos os públicos. Ao contrário do que se pode imaginar, a doutrina não é permissiva a tudo. Para entender o que ela prega, é preciso ir além das palavras grafadas na Bíblia atual e se permitir a novas interpretações sobre o contexto histórico no qual os textos foram escritos há mais de três mil anos.

A Igreja Inclusiva no Brasil nasceu em São Paulo, há cerca de cinco anos, mas ainda é nova no Recife. Ela ainda não possui sedes tradicionais e está dividida em duas denominações: a Comunidade Cristã Nova Esperança (CCNE) e a Progressista. Seus integrantes ainda se reúnem em casas ou realizam cultos em lugares mais discretos, como o laguinho da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O objetivo prioritário é resgatar aqueles que abandonaram as igrejas tradicionais e passaram a ter uma vida descompromissada com os ensinamentos de Cristo.

Sim, eles estão abertos a qualquer um que esteja disposto a buscar uma mudança de vida, como abandonar a bebida em excesso, as drogas, o sexo promíscuo, o adultério, entre tantos outros. "As deformações de caráter vão sendo modificadas aos poucos, por Deus, e não por nós", afirmou Timóteo Reinaux, obreiro da CCNE. Ele morava em São Paulo, onde frequentava um templo da mesma denominação. Chegou ao Recife neste ano para abrir uma célula.Para ser membro de ambas as denonimações, é preciso professar a fé em Cristo, participar do estudo da Bíblia e dos cultos. E só então ser batizado nas águas. Depois de cumprir todas as etapas, pelo menos por um dos cônjugues, é permitido o "casamento", ou bênção matrimonial para casais do mesmo sexo. À essa altura, o leitor pode estar se perguntando, com base no que ouviu de geração em geração: "mas a homossexualidade não é pecado?" Para as Igrejas Católicas e Evangélicas do Brasil, a resposta é sim. Sentir prazer sexual com alguém do mesmo sexo é visto como "abominação" (toebah). Mas a Igreja Inclusiva Cristã entra nesse debate de forma diferente.

Uma das polêmicas mais conhecidas está no Antigo Testamento, no livro de Levítico, capítulo 18;22 cujo texto é duro contra a homossexualidade. "Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é", diz o versículo 22. Segundo o sociólogo e pastor Bruno Lima, o primeiro a coordenar a sede regional da CCNE, no Rio Grande do Norte, o mesmo Levítico traz orientações que não são seguidas pela sociedade, porque proíbe a ingestão de moluscos e porco, por exemplo, além do corte de cabelo e da barba. Ele frisou, contudo, que nada disso mais é defendido nos cultos, exceto o versículo 22. Ainda assim, de forma equivocada.

De acordo com Bruno Lima, a frase exemplifica um conjunto de rituais que condicionava as atividades sacerdotais dos levitas, homens que tinham a tarefa de cuidar do templo. A palavra "toebah" significa sacrilégio e, em outros momentos, é usada no sentido de ritual. "Os capítulos 17 a 26 faziam parte de um documento denominado código de santidade, que tentava condenar práticas comuns entre os cananitas, povo que adorava o deus moloque e a ele prestava rituais de idolatria", afirmou, acrescentando que, na época, era muito comum a realização de sexo entre homens cananitas durante culto a deuses estranhos. Por isso, de acordo com Bruno Lima, precisava ser tão ressaltado para que os levitas não fizessem o mesmo. "O que Deus proibia era o sexo promíscuo e feito em rituais", frisou.


Doutrina ainda pouco conhecida

Formada por um público jovem, a Inclusiva ficou mais conhecida no Recife após o "sim" mais polêmico do ano, quando os arquitetos Turíbio e Zezinho Santos oficializaram a união, em setembro passado, e receberam uma bênção religiosa na Coudelaria Souza Leão, na Várzea. Mas a doutrina ainda é pouco conhecida. Embora a Comunidade Cristã Nova Esperança (CCNE) exista desde 2002 em São Paulo, ela só se transformou em "célula" na capital a partir deste ano. O que seria uma célula, então? Segundo o obreiro Timóteo Reinaux, é uma reunião frequente de pessoas, mas ainda sem número suficiente para manter a estrutura de uma sede.

Reinaux conta que o grupo da CCNE no Recife se reúne há quase seis meses na Rua Elpídio Monteiro, nº 18, na Imbiribeira, Zona Sul da capital, e pode ser localizado no Orkut ou pelo e-mail ccnerecife@hotmail.com. Os integrantes se encontram de 15 em 15 dias, realizam cultos, estudam a teologia inclusiva e a Bíblia. Segundo ele, a Inclusiva segue uma doutrina semelhante a de igrejas evangélicas mais abertas, com a diferença que não prega "cura espiritual", nem qualquer tipo de terapia para o público-alvo.

De acordo com o obreiro, as pessoas precisam entender que a homossexualidade não é uma opção e sim uma característica, como a própria cor da pele e dos olhos. "Não se sabe qual a origem, se social ou genética, mas não podemos mudar essa orientação. Muitas pessoas passam por essas terapias, oram, jejuam. E não deixam de sentir atração pelo mesmo sexo, sentem-se culpadas e vivem infelizes a vida inteira", acrescentou.

Para entrar na Igreja Progressistas de Cristo, que também não tem sede, a seleção é mais rigorosa. O contato só é possível no site http://www.todosdejesus.fr.gd/. Nesse ambiente virtual, a pessoa interessada manda um e-mail e recebe uma resposta direta do pastor Kleyton Pessoa. Segundo ele, os encontros acontecem há mais de um ano. Seus integrantes são mais discretos, porque alguns ainda estão ligados a igrejas tradicionais. "Procuramos não expor nosso público".

De Natal, o pastor BrunoLima cita um versículo bíblico ao ser questionado porque a igreja só veio surgir recentemente. "A Bíblia nos fala que há tempo para tudo. A humanidade não está esquecida por Deus. Pois, no tempo certo, os negros e as mulheres foram libertos e assumiram a devida importância na sociedade", declarou.

Fonte: Diario de Pernambuco [via] Veshame Gospel

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Deus é Único


"Deus é Único na sua essência é múltiplo na sua existência."
Spinozza

Por Humberto Rhoden

Ora, sendo a infinita essência (Deus) sempre ativa, derivam dela efeitos múltiplos e incessantes, através de todos os tempos e espaços. Deus nunca foi Deus sem ser Criador. Um deus que não fosse criador seria um deus inerte, quer dizer, um não deus. Entretanto, nenhum dos efeitos criados dessa infinita causa criadora pode ser infinito,mas é necessariamente finito,pois, do contrário, o efeito criado seria igual à causa criadora, e teríamos dois infinitos, dois deuses.

Deus é infinito em sua essência, mas finito em suas existências ou manifestações. Deus, essencialmente infinito, é existencialmente finito.Essencialmente uno, é Ele existencialmente múltiplo: um no seu ser, muitos no seu agir. Em nenhum dos seus efeitos pode Deus revelar-se total e exaustivamente, o que equivaleria a criar um novo Deus e com isso esgotar todas as suas potencialidades criadoras em um único ato criador.


Não é o caso, mas o que me encantou na filosofia de Spinoza é que o mesmo vevenciou uma filosofia profundamente espiritual, experimental, está escrito na sua estátua fixada em Amsterdã: eis o homem que teve a mais profunda visão de Deus.

Entender que Deus não teve início, não terá fim, que é atemporal, a meu ver, de fato é o princípio mais sólido no qual é plausível me sustentar,e assim entendendo,não há como moldá-lo conforme minha natureza e seus aspectos agregados.

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Camisinha

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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Pac - Man

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Frases Soltas (7)

"Foi quando os cristãos deixaram de pensar no outro mundo que se tornaram tão incompetentes neste aqui".
C. S. Lewis

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Arca de Noé

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Convertidos


Esse tem fé.

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Alborghetti - Igreja Universal

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domingo, 15 de novembro de 2009

Sociedade civil se mobiliza contra concordata Brasil-Vaticano


A defesa da laicidade do Estado brasileiro e o repúdio ao chamado Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil - a concordata Brasil-Vaticano - reunirá amanhã (23/10), na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), representantes de grupos organizados de ateus, magistrados, umbandistas, evangélicos e homossexuais, entre outros, para uma manifestação conjunta.

A Associação Brasileira de Defesa da Laicidade do Estado (Abradel) e a Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea), em conjunto com a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a ABGLT, as Católicas pelo Direito de Decidir e outras organizações convidam a imprensa para ume entrevista coletiva no próximo dia 23, na Alesp, a partir das 15 horas, para tratar da ameaça que o acordo representa a princípios consagrados na Constituição, como a separação entre as religiões e o Estado.

Aprovada pelo Senado na última semana, a concordata aguada apenas promulgação para entrar em vigor. Antes das votações no Congresso, a AMB havia emitido nota condenando o acordo, classificando- o como "grave retrocesso ao exercício das liberdades e à efetividade da pluralidade enquanto princípio fundamental do Estado". O presidente da associação, Mozart Valadares, já levantou a hipótese de apresentação, no STF, de uma Ação Direta de Inconstitucionalida de contra a concordata.

Além de privilegiar a Igreja Católica, selecionando- a, entre todos os demais credos (ou da ausência de crença) para ser objeto de um acordo com o Estado brasileiro, a concordata estabelece ensino religioso confessional em escolas públicas, uso de dinheiro público na manutenção de bens de propriedade da Igreja Católica e interferência de princípios religiosos em questões trabalhistas e matrimoniais.

Fonte: Universidade Livre Feminista

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"Alfredinho" - Mais um dos anônimos de Jesus



Por Frei Betto

Salão do Sindicato dos Cozinheiros de Paris, início da década de 40. 0 presidente indaga quantos trabalhadores tem um mes de férias por ano. Uns tantos se levantam. Quem tem apenas uma semana de descanso. Uns poucos ficam de pé. Quem só obtém licença do patrão para descansar apenas no fim de semana. Outro punhado de pé. Quem nunca descansa? Um rapaz suíço, com pouco mais de um metro e meio de altura, levanta-se ao fundo. Era Alfredo Kunz, um militante cristão.

Meses depois, Alfredinho, como era conhecido, foi mobilizado pelo Exército francês para lutar contra o avanço das tropas de Hitler. Aprisionado, passou a guerra num campo de concentração na Áustria, ao lado de prisioneiros soviéticos. Aprendeu russo para pregar o Evangelho a seus companheiros de infortúnio. Em 1945, logrou fugir do campo, onde morreram cerca de 40 mil pessoas. Estranhou a indiferença dos soldados nazistas que cruzavam com ele, um notório evadido, com uniforme azul e cabeça raspada. Naquele dia, a guerra terminara.

Alfredinho tomou três decisões: tornar-se padre, trabalhar com os mais pobres entre os pobres e jamais vestir outra roupa que não reproduzisse o modelo do uniforme do campo, em memória de seus companheiros mortos.

Ingressou na congregação dos Filhos da Caridade e, a convite de dom Antônio Fragoso, em 1968 veio para a Diocese de Crateús (CE). Perguntou ao bispo qual era a paróquia mais miserável da diocese. Dom Fragoso apontou Tauá, região de seca e flagelo. Alfredinho instalou-se na capela local. Desprovida de casa paroquial, ele dormia no colchão estendido junto ao altar e cozinhava num fogareiro.

Certa noite, foi chamado para atender uma prostituta que, cancerosa, agonizava em seu barraco de taipa, na zona boêmia. Antonieta queria confessar-se. Padre Alfredinho disse a ela: "Somos nós que devemos pedir perdão a você. Perdão pelos pecados de uma sociedade que não Ihe ofereceu outra alternativa de vida. Como Jesus prometeu, Antonieta, você nos precederá no Reino de Deus. Interceda por nós."

Após receber a absolvição e a unção dos enfermos, a mulher faleceu. Não havia dinheiro para o caixão. As prostitutas enrolaram a companheira num lençol e arrancaram a porta de madeira do barraco para levar o corpo a vala comum do cemitério. Ao retornar para colocar a porta no lugar, Alfredinho teve uma inspiração. Durante anos, o vigário de Tauá habitou aquele casebre em plena zona boêmia da cidade.

Num tempo de seca, os flagelados invadiam as cidades do Ceará. Temerosos, muitos fechavam as portas. Alfredinho criou a campanha da Porta Aberta ao Faminto (PAF), cartaz que cerca de 2 mil fami1ias ostentaram em suas casas, acolhendo as vítimas do descaso do poder público.

Fomos amigos e bebi de sua espiritualidade. Barbado, vestido com a roupa azul que lembrava um macacão, sandálias nos pés e mochila nas costas, o aspecto de Alfredinho não diferia do de um mendigo. Convidado a pregar o retiro dos franciscanos, em Campina Grande, chegou de madrugada e dormiu na escada da igreja do convento. Ao acordar, catou as moedas que encontrou em volta e bateu a porta. "Quero falar com o superior", disse ao porteiro. "O superior não pode atender. Está em retiro." Alfredinho tentou esclarecer: "Sim, eu sei, pois vim pregar o retiro." O porteiro já ia expulsá-lo quando Alfredinho foi reconhecido por um frade que passava.

Testemunhei fato idêntico em Vitória, nos anos 70. A cozinheira interrompeu meu jantar com dom João Batista da Motta Albuquerque para comunicar: "Um mendigo insiste em falar com o senhor." O arcebispo reagiu: "Diga a ele que espere, minha filha. Vou atende-lo após o jantar." Era o padre Alfredinho, que viera pregar o retiro do clero local.

Em 1988, Alfredinho mudou-se para a Favela Lamartine, em Santo André (SP). Passou a viver entre o povo da rua e a dedicar-se a confraria que fundou, a Irmandade do Servo Sofredor (Isso), hoje congregando pessoas consagradas aos mais pobres em dez Estados do Brasil e vários países. Sua trajetória espiritual entre os excluídos está narrada em seus livros, muitos traduzidos no exterior: A sombra do Nabucodonosor, A Ovelha de Urias, A Burrinha de Balaão, A Espada de Gedeão e O Cobrador.

No domingo, 13 de agosto, Alfredinho transvivenciou, acolhido por Aquele que era o seu caso de Amor. Deixou como herança o testemunho de que uma Igreja afastada do pobre é uma Igreja de costas para Jesus.

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Frei Betto, escritor, é autor do romance sobre exclusão social Hotel Brasil (Ática), entre outros livros.

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sábado, 14 de novembro de 2009

Tênis Cristão

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Músicas Para Downloadear !!!!





Músicas para quem está cansado dos "louvores" da moda.

Vencedores Por Cristo - A Glória Pertence ao Senhor
Charles Melo - Amor IncondicionalJoão Alexandre - Consagração

Igr Bat Morumbi - Por Isso Reina Jorge Camargo - Maravilhoso Amor

Grupo Fruto de Vida - Salmo 139
Nelson Bomilcar - Cantai ao Senhor
Grupo Mensagem - Salmo 104 (Bendize)
Jorge Camargo - Jerusalém
João Alexandre - O Tapeceiro
João Alexandre - Tudo é Vaidade
João Alexandre - Coração de PedraAdhemar de Campos - Louvemos ao SenhorJoão Alexandre - Primeiro Amor


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terça-feira, 10 de novembro de 2009

O Evangelho Maltrapilho


Creio que a Reforma realmente começou no dia em que Martinho Lutero orou sobre o significado das palavras de Paulo em Romanos 1:17: “visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé”.

Como muitos cristãos dos nossos dias, Lutero se debatia noite adentro com a questão fundamental: de que forma o evangelho de Cristo podia ser realmente chamado de “Boa Nova” se Deus é um juiz justo que retribui aos bons e pune os perversos?

Será que Jesus veio realmente revelar essa terrível mensagem? De que forma a revelação de Deus em Cristo Jesus poderia ser acuradamente chamada de “Nova”, já que o Antigo Testamento defendia o mesmo tema, ou de “Boa”, com a ameaça de punição suspensa como uma nuvem escura sobre o vale da história?

Porém, como observa Jaroslav Pelikan: “Lutero repentinamente chegou à percepção de que a “justiça de Deus” da qual Paulo falava nessa passagem não era a justiça pela qual Deus era justo em si mesmo (que seria uma forma passiva de justiça), mas a justiça pela qual, por causa de Jesus Cristo, Deus tornou justos pecadores (isto é, justiça ativa) através do perdão dos pecados na justificação. Quando descobriu isso, Lutero afirmou que os próprios portões do Paraíso haviam-se aberto para ele.

Que verdade atordoante!
“Justificação pela graça mediante a fé” é a frase erudita dos teólogos para o que Chesterton chamou certa vez de “amor selvagem de Deus”. Ele não é instável nem caprichoso; não conhece épocas de mudança. Deus tem um único posicionamento inflexível com relação a nós: ele nos ama. Ele é o único Deus jamais conhecido pelo homem que ama os pecadores. Falsos deuses – criados pelos homens – desprezam os pecadores, mas o Pai de Jesus ama a todos, não importa o que façam. Isso é naturalmente incrível demais para aceitar.

No entanto, a afirmação central da Reforma permanece: não por qualquer mérito nosso, mas pela sua bondade tivemos nosso relacionamento restaurado com Deus através da vida, da morte e da ressurreição do seu amado Filho. Essa é a boa nova, o evangelho da graça.
Mateus 9:9-13 captura um adorável vislumbre do evangelho da graça:

Jesus saiu dali e, no caminho, viu um cobrador de impostos, chamado Mateus, sentado no lugar onde os impostos eram pagos. Jesus lhe disse: - Venha comigo. Mateus se levantou e foi com ele. Mais tarde, enquanto Jesus estava jantando na casa de Mateus, muitos cobradores de impostos e outras pessoas de má fama chegaram e sentaram-se à mesa com Jesus e os seus discípulos. Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: - Por que é que o mestre de vocês come com os cobradores de impostos e com outras pessoas de má fama? Jesus ouviu a pergunta e respondeu: - Os que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. Vão e procurem entender o que quer dizer este trecho das Escrituras Sagradas: “Eu quero que as pessoas sejam bondosas e não que me ofereçam sacrifícios de animais”. Porque eu vim para chamar os pecadores e não os bons.

Eis aqui uma revelação fulgurante como a estrela da manhã: Jesus veio para os pecadores, para aqueles tão marginalizados quanto cobradores de impostos e para os enredados em escolhas sórdidas e sonhos desfeitos. Ele vem para executivos de corporações, sem-teto, superastros, fazendeiros, prostitutas, viciados, fiscais do Imposto de Renda, vítimas da AIDS e até mesmo vendedores de carros usados. Jesus não apenas conversa com essa gente, mas janta com eles – plenamente consciente de que sua comunhão à mesa com pecadores fará erguer as sobrancelhas dos burocratas religiosos que ostentam seus parâmetros e a insígnia da sua autoridade para justificar a sua condenação à verdade e sua rejeição ao evangelho da graça.

Jesus que perdoou os pecados do paralítico, reivindicando dessa forma autoridade divina, anuncia que convidou pecadores, e não os de justiça-própria, para sua mesa. O verbo grego usado aqui, Kalein, tem o sentido de chamar um convidado honrado para jantar.
Jesus afirma, com efeito, que o reino de seu Pai não é uma sub-divisão para os justos nem para os que sentem possuir o segredo de Estado da salvação. O Reino não é um condomínio fechado elegante com regras esnobes a respeito de quem pode viver ali dentro.

Não; ele é para um elenco mais numeroso de pessoas, mais rústico e menos exigente, que compreendem que são pecadores porque já experimentaram o efeito da luta moral.
São esses os pecadores convidados chamados por Jesus para se aproximarem com ele ao redor da mesa de banquete. Essa história permanece perturbadora para aqueles que não compreendem que homens e mulheres que são verdadeiramente preenchidos com a luz são aqueles que fitaram profundamente as trevas da sua existência imperfeita. Talvez tenha sido depois de meditar sobre essa passagem que Morton Kelsey escreveu: “A Igreja não é um museu para santos, mas um hospital para pecadores”.


A Boa Nova significa que podemos parar de mentir para nós mesmos. O doce som da graça admirável nos salva da necessidade do auto-engano. Ele nos impede de negar que, embora Cristo tenha sido vitorioso, a batalha contra a lascívia, a cobiça e o orgulho ainda ecoa dentro de nós. Na condição de pecador redimido, posso reconhecer com qual freqüência sou insensível, irritável, exasperado e rancoroso com os que me são mais próximos. Quando vou à igreja, posso deixar meu chapéu branco em casa e admitir que falhei. Deus não apenas me ama como eu sou, mas também me conhece como sou. Por causa disso não preciso aplicar maquiagem espiritual para fazer-me aceitável diante dele. Posso reconhecer a posse de minha miséria, impotência e carência.

Quando o evangelho da graça toma conta de nós, algo passa a estar muito certo. Vivemos na verdade e na realidade. Quando sou honesto, admito que sou um amontoado de paradoxos. Creio e duvido, tenho esperança e sinto-me desencorajado, amo e odeio, sinto-me mal quando me sinto bem, sinto-me culpado por não me sentir culpado. Sou confiante e desconfiado. Honesto e ainda assim insincero. Aristóteles diz que sou um animal racional; eu diria que sou um anjo com um incrível potencial para cerveja.

Viver pela graça significa reconhecer toda a história da minha vida, o lado bom e ruim. Ao admitir o meu lado escuro, aprendo quem sou e o que a graça de Deus significa. Como colocou Thomas Merton: “Um santo não é alguém bom, mas alguém que experimenta a bondade de Deus”.

O evangelho da graça nulifica a nossa adulação aos tele-evangelistas, superastros carismáticos e heróis da igreja local. Pois a graça proclama a assombrosa verdade de que tudo é de presente. Tudo de bom é nosso não por direito, mas meramente pela liberalidade de um Deus gracioso. A nós foram-nos dados Deus em nossa alma e Cristo na nossa carne. Temos poder de crer quando outros negam; de ter esperança quando outros desesperam; de amar quando outros ferem. Isso e muito mais é pura e simplesmente de presente; não é recompensa a nossa fidelidade, a nossa disposição generosa, a nossa vida heróica de oração. Até mesmo nossa fidelidade é um presente. “Se nos voltarmos para Deus”, disse Agostinho, “até mesmo isso é um presente de Deus”.
Em Lucas 18 um jovem rico vem até Jesus perguntando o que ele deve fazer para herdar a vida eterna. Ele quer ser colocado no centro das atenções. O ponto central de Jesus é o seguinte: não há coisa alguma que qualquer um de nós possa fazer para herdar o Reino. Devemos simplesmente recebê-lo como criancinhas.


Texto: trechos do primeiro capítulo do livro “O Evangelho Maltrapilho”,
de Brennan Manning [via] Reflexão e Fé

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Detalhes: Estou passando por várias coisas em minha vida pessoal várias dificuldades, mas a esperança que tenho encontrei em Deus. Este livro é para mim e pessoas sobrecarregadas que vivem mudando o peso da mala de uma mão para outra. É um livro para gente inteligente que sabe que é estúpida, e para discípulos honestos que admitem que são canalhas.

Este livro tem me servido e indico para que talvez ele possa servir para você.

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Frases Soltas (6)

“A Igreja não é um museu para santos, mas um hospital para pecadores”.

Morton Kelsey

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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Fogo Puro - Remix



Apenas crianças eu pensei quando vi esse vídeo, mas pensei um pouco mais e percebo que espiritualmente a infância ainda não passou nos adultos do reteté.

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Jorge Rehder


Depois de uma dura batalha contra o câncer, faleceu nesta madrugada o poeta/compositor Jorge Rehder. Uma lacuna fica na vida dos familiares, na vida da igreja e na história da música protestante brasileira.

Das mais de 130 gravações e composições, estão “Barnabé”, “Dá multidão”, “Rei das Nações”, “Em todo tempo”, muitas delas gravadas pelos Vencedores por Cristo e Grupo Logos.

Além de suas canções, Jorge Rehder tem parcerias de composições com Guilherme Kerr, Nelson Bomilcar, João Alexandre, Carlos Sider e Jorge Camargo. Deus convida Jorge para compor canções ao lado dos poetas Janires (1988) e Sérgio Pimenta (1987).

Abaixo o vídeo da música Barnabé:



Não fica bem a gente passar bem
E o outro carestia,
Ainda mais quando se sabe o que fazer
E não se faz.
Como fruto do amor de Cristo,
Fruto do seu compromisso,
Vendeu um homem o que tinha e repartiu.

Era o seu nome: Barnabé, natural de Chipre,
Também chamado de José das Consolações,
Homem bom e piedoso, cheio de fervor e fé,
Homem de Deus.

E quando Saulo converteu-se a Cristo
Lhe faltou amigo,
Alguém que fosse companheiro,
Fonte de consolo e abrigo.
Como fruto do amor de Cristo,
Fruto do seu compromisso,
Foi um homem procurá-lo, dando-lhe a mão.

Era o seu nome...

E quando a igreja se espalhou
Pra todo canto que havia,
Providência, sim, por mão de Deus,
Chegou à Antioquia.
Precisando de um pastor de almas,
Mesmo de um pastor de homens,
Foram procurar aquele que qualificou.

Era o seu nome...Não fica bem a gente passar bem
E o outro carestia,
Ainda mais quando se sabe o que fazer
E não se faz.
Como fruto do amor de Cristo,
Fruto do seu compromisso,
Vendeu um homem o que tinha e repartiu.

Era o seu nome: Barnabé, natural de Chipre,
Também chamado de José das Consolações,
Homem bom e piedoso, cheio de fervor e fé,
Homem de Deus.

E quando Saulo converteu-se a Cristo
Lhe faltou amigo,
Alguém que fosse companheiro,
Fonte de consolo e abrigo.
Como fruto do amor de Cristo,
Fruto do seu compromisso,
Foi um homem procurá-lo, dando-lhe a mão.

Era o seu nome...

E quando a igreja se espalhou
Pra todo canto que havia,
Providência, sim, por mão de Deus,
Chegou à Antioquia.
Precisando de um pastor de almas,
Mesmo de um pastor de homens,
Foram procurar aquele que qualificou.

Era o seu nome...


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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Documentário C.S Lewis



Durante os anos de guerra, Lewis gravou uma serie de programas de rádio para a Nação. Tristemente, por causa do esforço da guerra, foram reciclados a maioria dos carretéis auditivos. E o mundo perdeu um capítulo da herança de um homem para sempre.

Mas um sobreviveu. E eu tenho esta gravação aqui compilada para você como o próprio Lewis falou há muito tempo.

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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Enquanto isso nos céus..


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Estudou com o Lula

Fique claro que o post não é menosprezando o Lula ou quem for, achei engraçado.

Indicação do Digão

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C S Lewis - Do ateísmo ao teísmo


Tenho lido um bocado de trabalhos biográficos sobre Lewis, além de ter lido há tempo sua autobiografia. Me intriga muito essa questão do itinerário de seu pensamento, e sempre me intriguei sobre como ele se posicionava enquanto ateu.

Vejo que realmente era alguém de quem se diria que nunca se tornaria um cristão, se aproximando de grande parte dos radicais que vemos hoje, embora na sua fase adulta tenha sido algo muito mais arguto e refinado do que os apologistas ateus vulgares hoje.

Eu vi nesse trecho que ele coloca em "O Problema do Sofrimento", a síntese mais perfeita, o cerne, o supra-sumo, a quintessência do argumento mais forte contra a religião cristã que se possa fazer:

Há poucos anos, quando eu era ateu, se alguém me perguntasse: "Por que você não crê em Deus?" minha resposta teria sido mais ou menos esta: " Veja o universo em que vivemos. Sua maior parcela consiste de espaço vazio, completamente escuro e inconcebivelmente frio. Os corpos que se movem nesse espaço são tão poucos e tão pequenos em comparação com o espaço em si que, mesmo que cada um deles fosse considerado como estando abarrotado, até o seu ponto máximo, de criaturas perfeitamente felizes, ainda assim seria difícil crer que a vida e a felicidade fossem mais do que um subproduto do poder que fez o universo.

Da forma como está porém os cientistas pensam que muito poucos dentre os sóis do
espaço - talvez nenhum deles exceto o nosso - possuem quaisquer planetas; e em nosso sistema é improvável que qualquer planeta exceto a Terra tenha vida. A própria Terra existiu sem vida por milhares de anos e pode continuar existindo durante outros milhões quando a vida a tiver deixado. E, como é ela enquanto dura? É organizada de material tal que todas as suas forças só podem viver à custa umas das outras.

Nas formas inferiores, este processo impõe a morte; mas nas superiores surge uma nova qualidade chamada de percepção, a qual as capacita a se associarem com o sofrimento.

As criaturas provocam sofrimento ao nascer, vivem infligindo sofrimento, e sofrendo morre a maior parte. Na mais complexa de todas as criaturas, o homem, existe ainda uma outra qualidade que chamamos de razão, mediante a qual ele é capaz de prever o seu próprio padecer que desde então é precedido de forte angústia mental, e de prever sua própria morte embora almeje avidamente a permanência.

Ele também capacita os seres humanos, através de centenas de invenções engenhosas, a infligir muito mais dor do que de outra forma poderiam provocar
uns nos outros ou nas criaturas irracionais.

Este poder foi por eles explorado ao máximo. A sua história é, na sua maior parte, um registro de crimes, guerras, doenças e terror, com apenas aquela pitada de felicidade suficiente para dar-lhes, enquanto dura, um medo agoniado de perdê-la; e, quando ela se perde, a miséria pungente da lembrança. De vez em quando eles melhoram um pouco a sua condição e surge o que chamamos de civilização. Mas, todas as civilizações desaparecem e, mesmo enquanto perduram, infligem sofrimentos peculiares suficientes para exceder qualquer alívio que tenham proporcionado aos padecimentos normais do homem.

Que nossa civilização fez isso, ninguém pode negar; que ela desaparecerá como todas as que a precederam, é bastante provável. Mesmo que isso não aconteça, e então? A raça está condenada. Toda raça que surge em qualquer parte do universo está condenada; pois o universo, segundo dizem, está cansado, e irá transformar-se um dia em uma infinidade uniforme de matéria homogênea a baixa temperatura. Todas as histórias acabarão em nada: toda vida se mostrará no final como sendo apenas uma contorção transitória e sem sentido sobre a face idiota da matéria infinita. Se você me pedir para acreditar que esta é a obra de um espírito benevolente e onipotente, replico que toda evidência aponta na direção oposta.

Ou não existe espírito por trás do universo, ou então existe um espírito indiferente ao bem e ao mal, ou seja, um espírito perverso.

Não tem como não vir um grande espanto, ao se refletir sobre como alguém, extensamente culto e profundamente lógico, com tal perspectiva bem nítida da visão ateísta mais radical, sem concessões ou escapes românticos, da realidade, se tornaria depois um cristão, também sem concessões, e um dos pensadores cristãos mais influentes dos últimos cem anos. É uma trajetória de impacto, como se diz, é bem responsa.

Numa carta em que respondia a outra carta de Arthur Greeves, em 1916, perguntando sobre as crenças do "jovem Jack":

(extraído do livro C. S. Lewis, o mais relutante dos convertidos)

"Você me pergunta sobre minhas convicções religiosas: você sabe, eu não acredito em nenhuma religião. Não existe absolutamente nenhuma prova para nenhuma delas e do ponto de vista filosófico, o cristianismo nem mesmo chega a ser melhor. Todas as religiões, quer dizer, todas as mitologias, atribuindo-lhes o nome adequado, são meramente invenções do próprio ser humano - o que vale tanto para Cristo quanto para Loki."

Lewis prossegue explicando que os primeiros seres humanos estavam cercados por temíveis e incomensuráveis forças da natureza - tempestades punitivas, doenças devastadoras e animais perigosos. As pessoas apenas supunham que deveriam existir espíritos hostis por trás daquela terrível face da natureza. Tentativas de apaziguar esses espíritos oferecendo-lhes canções ou sacrifícios evoluiram, posteriormente, para religiões mais formalizadas. Acrescenta que heróis humanos como Hércules, Odin ou um "filósofo hebreu chamado Yeshua (cujo nome fora alterado por Jesus)" vieram a ser considerados deuses depois de terminado seu tempo na Terra.

Neste último caso, o culto que se desenvolveu em torno de Yeshua acabou sendo associado à tradição do "antigo culto hebreu a Javé" e assim nasceu uma nova religião. (...) o cristianismo é só uma mitologia dentre tantas outras, mas aquela em que por acaso fomos educados".

"Estou bastante contente em viver sem acreditar num bicho-papão que está preparado para torturar-me por todo o sempre, caso eu não consiga atingir um ideal quase impossível."

É realmente interessante a gente pensar que se vê, exatamente estes discursos, mais de 80 anos depois, ressoarem na internet, imprensa, livros, etc., como argumentos definitivos, em tons retóricos como se fossem pessoas que descobriram a América falando pra quem ainda acha que a Terra é plana; acentuando que C.S. Lewis à época tinha 17 anos, nem tinha entrado na faculdade.








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(O compilador dos textos apresentados neste post, chama-se Rodrígo e é participante da comunidade simplesmente anglicanismo).

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