terça-feira, 10 de novembro de 2009

O Evangelho Maltrapilho


Creio que a Reforma realmente começou no dia em que Martinho Lutero orou sobre o significado das palavras de Paulo em Romanos 1:17: “visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé”.

Como muitos cristãos dos nossos dias, Lutero se debatia noite adentro com a questão fundamental: de que forma o evangelho de Cristo podia ser realmente chamado de “Boa Nova” se Deus é um juiz justo que retribui aos bons e pune os perversos?

Será que Jesus veio realmente revelar essa terrível mensagem? De que forma a revelação de Deus em Cristo Jesus poderia ser acuradamente chamada de “Nova”, já que o Antigo Testamento defendia o mesmo tema, ou de “Boa”, com a ameaça de punição suspensa como uma nuvem escura sobre o vale da história?

Porém, como observa Jaroslav Pelikan: “Lutero repentinamente chegou à percepção de que a “justiça de Deus” da qual Paulo falava nessa passagem não era a justiça pela qual Deus era justo em si mesmo (que seria uma forma passiva de justiça), mas a justiça pela qual, por causa de Jesus Cristo, Deus tornou justos pecadores (isto é, justiça ativa) através do perdão dos pecados na justificação. Quando descobriu isso, Lutero afirmou que os próprios portões do Paraíso haviam-se aberto para ele.

Que verdade atordoante!
“Justificação pela graça mediante a fé” é a frase erudita dos teólogos para o que Chesterton chamou certa vez de “amor selvagem de Deus”. Ele não é instável nem caprichoso; não conhece épocas de mudança. Deus tem um único posicionamento inflexível com relação a nós: ele nos ama. Ele é o único Deus jamais conhecido pelo homem que ama os pecadores. Falsos deuses – criados pelos homens – desprezam os pecadores, mas o Pai de Jesus ama a todos, não importa o que façam. Isso é naturalmente incrível demais para aceitar.

No entanto, a afirmação central da Reforma permanece: não por qualquer mérito nosso, mas pela sua bondade tivemos nosso relacionamento restaurado com Deus através da vida, da morte e da ressurreição do seu amado Filho. Essa é a boa nova, o evangelho da graça.
Mateus 9:9-13 captura um adorável vislumbre do evangelho da graça:

Jesus saiu dali e, no caminho, viu um cobrador de impostos, chamado Mateus, sentado no lugar onde os impostos eram pagos. Jesus lhe disse: - Venha comigo. Mateus se levantou e foi com ele. Mais tarde, enquanto Jesus estava jantando na casa de Mateus, muitos cobradores de impostos e outras pessoas de má fama chegaram e sentaram-se à mesa com Jesus e os seus discípulos. Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: - Por que é que o mestre de vocês come com os cobradores de impostos e com outras pessoas de má fama? Jesus ouviu a pergunta e respondeu: - Os que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. Vão e procurem entender o que quer dizer este trecho das Escrituras Sagradas: “Eu quero que as pessoas sejam bondosas e não que me ofereçam sacrifícios de animais”. Porque eu vim para chamar os pecadores e não os bons.

Eis aqui uma revelação fulgurante como a estrela da manhã: Jesus veio para os pecadores, para aqueles tão marginalizados quanto cobradores de impostos e para os enredados em escolhas sórdidas e sonhos desfeitos. Ele vem para executivos de corporações, sem-teto, superastros, fazendeiros, prostitutas, viciados, fiscais do Imposto de Renda, vítimas da AIDS e até mesmo vendedores de carros usados. Jesus não apenas conversa com essa gente, mas janta com eles – plenamente consciente de que sua comunhão à mesa com pecadores fará erguer as sobrancelhas dos burocratas religiosos que ostentam seus parâmetros e a insígnia da sua autoridade para justificar a sua condenação à verdade e sua rejeição ao evangelho da graça.

Jesus que perdoou os pecados do paralítico, reivindicando dessa forma autoridade divina, anuncia que convidou pecadores, e não os de justiça-própria, para sua mesa. O verbo grego usado aqui, Kalein, tem o sentido de chamar um convidado honrado para jantar.
Jesus afirma, com efeito, que o reino de seu Pai não é uma sub-divisão para os justos nem para os que sentem possuir o segredo de Estado da salvação. O Reino não é um condomínio fechado elegante com regras esnobes a respeito de quem pode viver ali dentro.

Não; ele é para um elenco mais numeroso de pessoas, mais rústico e menos exigente, que compreendem que são pecadores porque já experimentaram o efeito da luta moral.
São esses os pecadores convidados chamados por Jesus para se aproximarem com ele ao redor da mesa de banquete. Essa história permanece perturbadora para aqueles que não compreendem que homens e mulheres que são verdadeiramente preenchidos com a luz são aqueles que fitaram profundamente as trevas da sua existência imperfeita. Talvez tenha sido depois de meditar sobre essa passagem que Morton Kelsey escreveu: “A Igreja não é um museu para santos, mas um hospital para pecadores”.


A Boa Nova significa que podemos parar de mentir para nós mesmos. O doce som da graça admirável nos salva da necessidade do auto-engano. Ele nos impede de negar que, embora Cristo tenha sido vitorioso, a batalha contra a lascívia, a cobiça e o orgulho ainda ecoa dentro de nós. Na condição de pecador redimido, posso reconhecer com qual freqüência sou insensível, irritável, exasperado e rancoroso com os que me são mais próximos. Quando vou à igreja, posso deixar meu chapéu branco em casa e admitir que falhei. Deus não apenas me ama como eu sou, mas também me conhece como sou. Por causa disso não preciso aplicar maquiagem espiritual para fazer-me aceitável diante dele. Posso reconhecer a posse de minha miséria, impotência e carência.

Quando o evangelho da graça toma conta de nós, algo passa a estar muito certo. Vivemos na verdade e na realidade. Quando sou honesto, admito que sou um amontoado de paradoxos. Creio e duvido, tenho esperança e sinto-me desencorajado, amo e odeio, sinto-me mal quando me sinto bem, sinto-me culpado por não me sentir culpado. Sou confiante e desconfiado. Honesto e ainda assim insincero. Aristóteles diz que sou um animal racional; eu diria que sou um anjo com um incrível potencial para cerveja.

Viver pela graça significa reconhecer toda a história da minha vida, o lado bom e ruim. Ao admitir o meu lado escuro, aprendo quem sou e o que a graça de Deus significa. Como colocou Thomas Merton: “Um santo não é alguém bom, mas alguém que experimenta a bondade de Deus”.

O evangelho da graça nulifica a nossa adulação aos tele-evangelistas, superastros carismáticos e heróis da igreja local. Pois a graça proclama a assombrosa verdade de que tudo é de presente. Tudo de bom é nosso não por direito, mas meramente pela liberalidade de um Deus gracioso. A nós foram-nos dados Deus em nossa alma e Cristo na nossa carne. Temos poder de crer quando outros negam; de ter esperança quando outros desesperam; de amar quando outros ferem. Isso e muito mais é pura e simplesmente de presente; não é recompensa a nossa fidelidade, a nossa disposição generosa, a nossa vida heróica de oração. Até mesmo nossa fidelidade é um presente. “Se nos voltarmos para Deus”, disse Agostinho, “até mesmo isso é um presente de Deus”.
Em Lucas 18 um jovem rico vem até Jesus perguntando o que ele deve fazer para herdar a vida eterna. Ele quer ser colocado no centro das atenções. O ponto central de Jesus é o seguinte: não há coisa alguma que qualquer um de nós possa fazer para herdar o Reino. Devemos simplesmente recebê-lo como criancinhas.


Texto: trechos do primeiro capítulo do livro “O Evangelho Maltrapilho”,
de Brennan Manning [via] Reflexão e Fé

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Detalhes: Estou passando por várias coisas em minha vida pessoal várias dificuldades, mas a esperança que tenho encontrei em Deus. Este livro é para mim e pessoas sobrecarregadas que vivem mudando o peso da mala de uma mão para outra. É um livro para gente inteligente que sabe que é estúpida, e para discípulos honestos que admitem que são canalhas.

Este livro tem me servido e indico para que talvez ele possa servir para você.

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Frases Soltas (6)

“A Igreja não é um museu para santos, mas um hospital para pecadores”.

Morton Kelsey

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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Fogo Puro - Remix



Apenas crianças eu pensei quando vi esse vídeo, mas pensei um pouco mais e percebo que espiritualmente a infância ainda não passou nos adultos do reteté.

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Jorge Rehder


Depois de uma dura batalha contra o câncer, faleceu nesta madrugada o poeta/compositor Jorge Rehder. Uma lacuna fica na vida dos familiares, na vida da igreja e na história da música protestante brasileira.

Das mais de 130 gravações e composições, estão “Barnabé”, “Dá multidão”, “Rei das Nações”, “Em todo tempo”, muitas delas gravadas pelos Vencedores por Cristo e Grupo Logos.

Além de suas canções, Jorge Rehder tem parcerias de composições com Guilherme Kerr, Nelson Bomilcar, João Alexandre, Carlos Sider e Jorge Camargo. Deus convida Jorge para compor canções ao lado dos poetas Janires (1988) e Sérgio Pimenta (1987).

Abaixo o vídeo da música Barnabé:



Não fica bem a gente passar bem
E o outro carestia,
Ainda mais quando se sabe o que fazer
E não se faz.
Como fruto do amor de Cristo,
Fruto do seu compromisso,
Vendeu um homem o que tinha e repartiu.

Era o seu nome: Barnabé, natural de Chipre,
Também chamado de José das Consolações,
Homem bom e piedoso, cheio de fervor e fé,
Homem de Deus.

E quando Saulo converteu-se a Cristo
Lhe faltou amigo,
Alguém que fosse companheiro,
Fonte de consolo e abrigo.
Como fruto do amor de Cristo,
Fruto do seu compromisso,
Foi um homem procurá-lo, dando-lhe a mão.

Era o seu nome...

E quando a igreja se espalhou
Pra todo canto que havia,
Providência, sim, por mão de Deus,
Chegou à Antioquia.
Precisando de um pastor de almas,
Mesmo de um pastor de homens,
Foram procurar aquele que qualificou.

Era o seu nome...Não fica bem a gente passar bem
E o outro carestia,
Ainda mais quando se sabe o que fazer
E não se faz.
Como fruto do amor de Cristo,
Fruto do seu compromisso,
Vendeu um homem o que tinha e repartiu.

Era o seu nome: Barnabé, natural de Chipre,
Também chamado de José das Consolações,
Homem bom e piedoso, cheio de fervor e fé,
Homem de Deus.

E quando Saulo converteu-se a Cristo
Lhe faltou amigo,
Alguém que fosse companheiro,
Fonte de consolo e abrigo.
Como fruto do amor de Cristo,
Fruto do seu compromisso,
Foi um homem procurá-lo, dando-lhe a mão.

Era o seu nome...

E quando a igreja se espalhou
Pra todo canto que havia,
Providência, sim, por mão de Deus,
Chegou à Antioquia.
Precisando de um pastor de almas,
Mesmo de um pastor de homens,
Foram procurar aquele que qualificou.

Era o seu nome...


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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Documentário C.S Lewis



Durante os anos de guerra, Lewis gravou uma serie de programas de rádio para a Nação. Tristemente, por causa do esforço da guerra, foram reciclados a maioria dos carretéis auditivos. E o mundo perdeu um capítulo da herança de um homem para sempre.

Mas um sobreviveu. E eu tenho esta gravação aqui compilada para você como o próprio Lewis falou há muito tempo.

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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Enquanto isso nos céus..


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Estudou com o Lula

Fique claro que o post não é menosprezando o Lula ou quem for, achei engraçado.

Indicação do Digão

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C S Lewis - Do ateísmo ao teísmo


Tenho lido um bocado de trabalhos biográficos sobre Lewis, além de ter lido há tempo sua autobiografia. Me intriga muito essa questão do itinerário de seu pensamento, e sempre me intriguei sobre como ele se posicionava enquanto ateu.

Vejo que realmente era alguém de quem se diria que nunca se tornaria um cristão, se aproximando de grande parte dos radicais que vemos hoje, embora na sua fase adulta tenha sido algo muito mais arguto e refinado do que os apologistas ateus vulgares hoje.

Eu vi nesse trecho que ele coloca em "O Problema do Sofrimento", a síntese mais perfeita, o cerne, o supra-sumo, a quintessência do argumento mais forte contra a religião cristã que se possa fazer:

Há poucos anos, quando eu era ateu, se alguém me perguntasse: "Por que você não crê em Deus?" minha resposta teria sido mais ou menos esta: " Veja o universo em que vivemos. Sua maior parcela consiste de espaço vazio, completamente escuro e inconcebivelmente frio. Os corpos que se movem nesse espaço são tão poucos e tão pequenos em comparação com o espaço em si que, mesmo que cada um deles fosse considerado como estando abarrotado, até o seu ponto máximo, de criaturas perfeitamente felizes, ainda assim seria difícil crer que a vida e a felicidade fossem mais do que um subproduto do poder que fez o universo.

Da forma como está porém os cientistas pensam que muito poucos dentre os sóis do
espaço - talvez nenhum deles exceto o nosso - possuem quaisquer planetas; e em nosso sistema é improvável que qualquer planeta exceto a Terra tenha vida. A própria Terra existiu sem vida por milhares de anos e pode continuar existindo durante outros milhões quando a vida a tiver deixado. E, como é ela enquanto dura? É organizada de material tal que todas as suas forças só podem viver à custa umas das outras.

Nas formas inferiores, este processo impõe a morte; mas nas superiores surge uma nova qualidade chamada de percepção, a qual as capacita a se associarem com o sofrimento.

As criaturas provocam sofrimento ao nascer, vivem infligindo sofrimento, e sofrendo morre a maior parte. Na mais complexa de todas as criaturas, o homem, existe ainda uma outra qualidade que chamamos de razão, mediante a qual ele é capaz de prever o seu próprio padecer que desde então é precedido de forte angústia mental, e de prever sua própria morte embora almeje avidamente a permanência.

Ele também capacita os seres humanos, através de centenas de invenções engenhosas, a infligir muito mais dor do que de outra forma poderiam provocar
uns nos outros ou nas criaturas irracionais.

Este poder foi por eles explorado ao máximo. A sua história é, na sua maior parte, um registro de crimes, guerras, doenças e terror, com apenas aquela pitada de felicidade suficiente para dar-lhes, enquanto dura, um medo agoniado de perdê-la; e, quando ela se perde, a miséria pungente da lembrança. De vez em quando eles melhoram um pouco a sua condição e surge o que chamamos de civilização. Mas, todas as civilizações desaparecem e, mesmo enquanto perduram, infligem sofrimentos peculiares suficientes para exceder qualquer alívio que tenham proporcionado aos padecimentos normais do homem.

Que nossa civilização fez isso, ninguém pode negar; que ela desaparecerá como todas as que a precederam, é bastante provável. Mesmo que isso não aconteça, e então? A raça está condenada. Toda raça que surge em qualquer parte do universo está condenada; pois o universo, segundo dizem, está cansado, e irá transformar-se um dia em uma infinidade uniforme de matéria homogênea a baixa temperatura. Todas as histórias acabarão em nada: toda vida se mostrará no final como sendo apenas uma contorção transitória e sem sentido sobre a face idiota da matéria infinita. Se você me pedir para acreditar que esta é a obra de um espírito benevolente e onipotente, replico que toda evidência aponta na direção oposta.

Ou não existe espírito por trás do universo, ou então existe um espírito indiferente ao bem e ao mal, ou seja, um espírito perverso.

Não tem como não vir um grande espanto, ao se refletir sobre como alguém, extensamente culto e profundamente lógico, com tal perspectiva bem nítida da visão ateísta mais radical, sem concessões ou escapes românticos, da realidade, se tornaria depois um cristão, também sem concessões, e um dos pensadores cristãos mais influentes dos últimos cem anos. É uma trajetória de impacto, como se diz, é bem responsa.

Numa carta em que respondia a outra carta de Arthur Greeves, em 1916, perguntando sobre as crenças do "jovem Jack":

(extraído do livro C. S. Lewis, o mais relutante dos convertidos)

"Você me pergunta sobre minhas convicções religiosas: você sabe, eu não acredito em nenhuma religião. Não existe absolutamente nenhuma prova para nenhuma delas e do ponto de vista filosófico, o cristianismo nem mesmo chega a ser melhor. Todas as religiões, quer dizer, todas as mitologias, atribuindo-lhes o nome adequado, são meramente invenções do próprio ser humano - o que vale tanto para Cristo quanto para Loki."

Lewis prossegue explicando que os primeiros seres humanos estavam cercados por temíveis e incomensuráveis forças da natureza - tempestades punitivas, doenças devastadoras e animais perigosos. As pessoas apenas supunham que deveriam existir espíritos hostis por trás daquela terrível face da natureza. Tentativas de apaziguar esses espíritos oferecendo-lhes canções ou sacrifícios evoluiram, posteriormente, para religiões mais formalizadas. Acrescenta que heróis humanos como Hércules, Odin ou um "filósofo hebreu chamado Yeshua (cujo nome fora alterado por Jesus)" vieram a ser considerados deuses depois de terminado seu tempo na Terra.

Neste último caso, o culto que se desenvolveu em torno de Yeshua acabou sendo associado à tradição do "antigo culto hebreu a Javé" e assim nasceu uma nova religião. (...) o cristianismo é só uma mitologia dentre tantas outras, mas aquela em que por acaso fomos educados".

"Estou bastante contente em viver sem acreditar num bicho-papão que está preparado para torturar-me por todo o sempre, caso eu não consiga atingir um ideal quase impossível."

É realmente interessante a gente pensar que se vê, exatamente estes discursos, mais de 80 anos depois, ressoarem na internet, imprensa, livros, etc., como argumentos definitivos, em tons retóricos como se fossem pessoas que descobriram a América falando pra quem ainda acha que a Terra é plana; acentuando que C.S. Lewis à época tinha 17 anos, nem tinha entrado na faculdade.








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(O compilador dos textos apresentados neste post, chama-se Rodrígo e é participante da comunidade simplesmente anglicanismo).

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Documentário - Êxodo Decodificado

Abaixo primira parte do documentário produzido por James Cameron que comprova, por meio da arqueologia, a veracidade do livro de Êxodos. The Exodus Decoded (O Êxodo Decifrado) que também está disponível em DVD, comprova e explica as pragas do Egito lançadas por Deus através de Moisés bem como a conhecida e polêmica travessia do Mar Vermelho.







Se gostou da primeira parte pode assistir as outras oito partes no youtube, ou se preferir pode baixar o documentário completo aqui.

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Putas de Minissaia, Facismo e Universidade Brasileira


O texto abaixo se refere ao caso de uma moça hostilizada pelos estudantes de uma faculdade no ABC paulista. Se não sabe do que se trata clique aqui.
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Existe um autor de obras antropológicas muito pouco conhecido nas ciências sociais brasileiras, talvez não tanto nas Letras mas com certeza na Antropologia, porém afamado internacionalmente, principalmente nos Estados Unidos e em países de língua espanhola. Seu nome é René Girard.

Sua tese – e todos os fenômenos sociais, dos mitos aos ritos, passando pela psiquê humana, pela literatura etc., o que dá a ela um pequeno toque megalomaníaco – se fundamenta no chamado “desejo mimético”. Este é o impulso que faz duas pessoas competirem pelo mesmo objeto. Existiria na origem de tudo um desejo comum por um objeto escasso, e isso seria anterior às diferenças geradas pelas rupturas advindas da competição. O cúmulo desse impulso chegaria quando as pessoas, uma imitando a outra, formariam um grande bloco violento de todos contra um, encontrando um bode expiatório para sua insatisfação. Este seria a vítima sacrificial, que depois de morta seria transformada no deus, no totem, no tabu, algo assim. A origem da “sociedade”, em suma, seria o linchamento.

A tese é sedutora e explica diversos fenômenos modernos. Explica muito bem um fenômeno ocorrido ontem numa universidade privada da Grande São Paulo (mais precisamente do meu amado ABC paulista).

Assim como algumas igrejas consideradas shoppings centers da fé, onde você entra e paga por umas bênçãos e alguns exorcismos, num frenesi coletivo de multidão, existem hoje universidades privadas onde se consome educação como se comprasse fast-food (ou enquanto se compra fast-food, já que essas universidades têm praça de alimentação). Esse tipo de empreendimento, em defesa do desenvolvimento da nação brasileira, beneficia-se da sempre crescente competição por cargos no mercado de trabalho e no infindável exército de reserva produzido pelo capitalismo.

O capitalismo é uma máquina de desperdiçar pessoas, ela precisa ter gente sobrando para funcionar. E para essas pessoas que sobram, ela ainda oferece cursos de “educação superior” e ganha com isso. Esse é o chamado avanço moderno: no passado o exército de reserva recebia a esmola da educação básica, hoje é o consumo da educação superior.

O que aconteceu ontem, então, num lugar como esse, tão seguro quanto um shopping center? Em suma, uma garota loira, de corpo escultural, resolveu ir à aula usando um vestido vermelho muito curto e apertadinho no corpo. Roupa de puta, diria a maioria.

E fama de puta é o que não falta, pois dizem que as prostitutas são uma clientela importante desse tipo de empresa educativa.

Isso certamente deixou os colegas da gostosa furiosos: como alguém ousava confirmar o estereótipo? Confirmar o que já desconfiavam: que aquela universidade tinha como público pessoas à margem do mercado, pessoas que precisavam vender seu próprio sexo, sua intimidade, para viver? Confirmar as desconfianças de que sua própria universidade, seu próprio objeto de consumo, confundia-se com uma puta? Uma universidade prostituta? Não, isso não! A multidão de milhares estudantes, furiosa, perseguiu a menina por toda a universidade e só não conseguiu o que queria porque alguém chamou a polícia.

Se Adorno estivesse vivo e dando aula numa universidade privada brasileira virada de pernas para o ar por estudantes revoltados, pelo menos dessa vez teria razão em chamar a polícia.

Na luta coletiva por um objeto escasso: um emprego, a prostituta é uma vítima muito propícia para a violência mimética insatisfeita. Ela “representa” – com letra maiúscula, já que segundo Girard a vítima sacrificial seria a origem de toda representação – a mercantilização da vida nua. Maldição de nudez à qual seus colegas não querem se ver expostos. Pois sabem que, vestidos ou despidos, são mercantis como ela. Daí seu linchamento moral em praça (de alimentação) pública (de uma instituição privada).

***

Calma, não me linche, leitor!

Com isso não quero dizer que a menina seja uma prostituta só por estar usando minissaia ou vestido curto e estar expondo ao mundo seu corpo sensual. E também não quero dizer que as prostitutas devam ser achincalhadas por representarem o cúmulo da maldade mercantil. Pelo contrário, talvez as prostitutas sejam mais desviantes do mercado do que possam parecer. De certa forma elas anunciam que, no limite, não existe escassez econômica se você está disposto a dividir sua mais valiosa intimidade com o mundo.

Também não quero dizer que esses estudantes não tenham lá alguma razão em sua revolta diante da marginalização – pois para o modo de vida capitalista a margem não é lá um lugar muito bem quisto.

De volta a Girard, gostaria de discordar dele notando que sua tese só funciona graças ao postulado da escassez, que é o postulado da Economia utilitarista neo-clássica.

A teoria de Girard funciona muito bem na “sociedade” da escassez ou, melhor, na “sociedade” em que o desperdício, para falar com Bataille outra vez, não é de coisas mas de gente.

Porque onde o postulado da escassez não está colocado – nas chamadas “sociedades da afluência” estudadas por Marshall Sahlins, a satisfação é fácil e garantida. As necessidades são satisfeitas graças ao aproveitamento da abundância da vida, graças a conhecimentos profundos e detalhados do meio ambiente, como mostrou Lévi-Strauss ao falar do “pensamento selvagem”, e talvez graças a uma diversidade de objetos do desejo, ou do desvio do desejo.

Reaproveitada por Pierre Clastres para falar das “sociedades contra o Estado”, a abundância é a condição necessária da relação de povos como os ameríndios e seus líderes são muitas vezes responsáveis por essa abundância e essa relação. Líderes sem poder e poderes fragmentados em diferentes aspectos, cargos e funções, que dão fruição para seus desejos. Não sem perdas, sem dor e sem austeridade, mas uma austeridade poderosa e generosa, mágica. E sempre com direito à preguiça…

O desvio que aparece nas “sociedades da afluência” e nas “sociedades contra o Estado” não é a forma predominante na nossa “sociedade”, sem dúvida. Mas ele também está presente nela. Em diversos lugares. Presente até nas prostitutas, ou na própria universidade.

No Brasil a universidade pública é o objeto de desejo máximo no sistema educacional (ao contrário do Estados Unidos, mas não tão radical quanto na Argentina, onde o acesso é muito maior), tudo bem… Mas o que importa é que instituições como ela, voltadas para a pesquisa, propiciam tanto vagas empregatícias e privilégios para os que a freqüentam quanto favorecem caminhos desviantes. A universidade pública não é una.

Mas será que, por ironia da tese de Girard, eu estaria aqui tentando me diferenciar dos meus competidores supostamente inferiores, mostrando que eu tenho mais legitimidade que eles ao acesso e à produção do objeto do saber só porque estudo em uma universidade pública? Que, no fundo, competimos pela mesma coisa?

Pois é isso que quero crer que não.

Porque a universidade que se volta à pesquisa permite que alguns encontrem um espaço reduzido de acesso a verbas, levando muitas vezes uma vida mais modesta que a de seus colegas de classe (nos dois sentidos da palavra “classe”) que optaram pelo mercado, mas se dedicando a um fim bem diverso do deles. Um fim que, no mínimo, tem sua dose de saber desinteressado. E para estudar coisas tão “desinteressantes” quanto a vida de Gioconda Mussolini (quem?!) ou os complicados povos Jê do Brasil Central, para estudar a vida de prostitutas, hermafroditas ou de pessoas que matam a própria família, como fez Foucault em seu libelo pela vida desviante e anti-fascista. Para estudar política ameríndia, xamanismo, dádiva, “sociedades da afluência” e “sociedades contra o Estado”…

No máximo, este é um fim que é puro desvio, pura busca de diferença.

Então, feliz ou infelizmente, a universidade pública brasileira propicia um canal para um desvio, obviamente um desvio minoritário (diferente do que ocorre na América indígena…), mas um desvio presente, antigo e atual, mito de origem da Universidade que ainda faz por se manifestar aqui e ali, por menos que seja.

***


De volta ao desvio da prostituta: não são só os acadêmicos ou os radicais que têm a percepção do fascismo do desejo mimético da escassez. Falando sobre o assunto de ontem com um colega antropólogo pela internet, ele me contou o seguinte. Estava ele com uma prostituta, uma garota de programa profissional, quando ela lhe disse que estudava Administração na já referida universidade privada e que ficava espantada com um fenômeno que notava lá. Nessa instituição os alunos se dividiam entre si com uma precisão extrema: os loiros andariam com os loiros, os morenos com os morenos, os mestiços com os mestiços, os pagodeiros com os pagodeiros, os rappers com os rappers, os ricos com os ricos, os gordos com os gordos e assim por diante. Ela não entendia como isso acontecia porque, segundo ela, fora dali não era assim… A violência mimética estava lá, anunciada.

Certa ou errada sobre a proliferação desse fenômeno, talvez graças a sua própria vida pessoal se situar num lugar em que as misturas aconteçam mais do que no resto da “sociedade”, ela teve sensibilidade e imaginação sociológica para perceber a situação e o perigo.

Um movimento panóptico e individualizante, um sistema de classificação que não tolera as figuras de linguagem, que precisa chegar ao cúmulo da identidade. Cada estudante não apenas fichado e separado pelo seu histórico escolar (ou pela sua especialidade de pesquisa…), mas também pela sua espontânea segregação.

Um perigo que está muito mais disseminado e muito mais presente nos meios intelectualizados ou radicais do que se imagina, haja vista o fim da moda do topless na França, por exemplo, ou a moralidade pudica do politicamente correto, que repudia todo tipo de referência ao sexo. Uma moralidade que não é muito diferente do machismo dos doutores que afirmam que, “no Brasil”, uma mulher que anda assim de vermelho e vestidinho colado está pedindo para sofrer violência, portanto não está livre de dolo e, obviamente, de culpa. Um tabu do sexo e também da diferença, que faz com que partidos e coletivos de esquerda ou anarquistas se separem cada vez mais uns dos outros, inclusive.

Ao contrário desse modo de agir, a antropologia mostra, desde Durkheim e Mauss até Lévi-Strauss, que as formas de classificar e relacionar diferenças nem sempre e nem em todo lugar foram ou são tão terríveis assim como os sistemas classificatórios das instituições modernas e sua busca por controle, identidade e individualização.

Acredito ter lido num artigo escrito por meu saudoso colega Luis Fernando Pereira que, segundo Lévi-Strauss, nos mitos ameríndios encontra-se um conflito entre os pólos impossíveis da proximidade e identidade máximas e da distância e da diferença máximas. Entre a linguagem figurada máxima e a identidade máxima entre símbolo e referente, mas um conflito que não se resolve jamais e uma opção que nunca é definitiva nem extrema. Parece-me que, ao contrário deles, ao separar tanto esses dois pólos, tentamos resolvê-los e acabamos por optar por uma equivalência de diferença com identidade, o que no limite é uma negação do simbólico.

Um perigo que está presente na ingenuidade simbólica cotidiana, da mais anedótica à mais mortífera. Da avó que confunde a personalidade dos personagens da novela com a de seus atores e bateria no vilão do folhetim se o visse na rua, até o homem de bem que confunde um negro com um bandido e…

Aparência e essência, imagem e ação, nada se duplica, nada diverge, tudo se unifica, torna-se puro. É papo reto, sem duplos sentidos, sem terceiras intenções, sem errar nem passar vergonha. É o eterno retorno do fascismo.

Proposta de ação direta: vamos todos usar minissaia. Sobretudo as mulheres, as mais voluptuosas.



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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Entre Deuses e Um Só Deus Que É


Eu creio que exista vários deuses e UM DEUS que não existe por que Ele É.

Também creio que nós moldamos a Justiça de Deus por nossos critérios de bondade e maldade e por isso o Deus do Velho Testamento parece ser tão injusto diferente do Deus mais brando do Novo Testamento que tem o suporte de todo um pensamento greco-romano de Direito Natural e carater de Justiça Divina.


A idéia de justiça grega, ou a busca do equilíbrio ganha, ainda, mais força na civilização ocidental a partir do cristianismo, que por sua vez assimilou toda a cultura hebraica, composta não só do Velho Testamento como do Talmude. Enquanto a bíblia hebraica aponta os judeus como os servos de Deus, o Talmude comenta "mas não servos para servos", numa rebelião explicita à idéia vigente de escravidão, promovendo desta forma a justiça.

O amor e o perdão são dois aspectos que nortearam o pensamento humano da Antigüidade Clássica (Grécia e Roma) até o final do século XIX, quando o materialismo ganha força. Assimilado pelos povos bárbaros, o ideário cristão serve de esteio à eclosão do racionalismo.


Então hoje não temos mais dois (Velho e Novo Testamento)"deuses" mas sim um terceiro "neo-deus" racionalista, prospero-capitalista e gerador de benção temporais.

Resumindo nós moldamos o carater de Deus assim como direitos naturais e SUA Justiça.

Deus existe por quê nós existimos.

Quem lê entenda.

Então agora numa 'era' capitalista, Deus pode ser barganhador ?
Teologias como a prosperidade podem ser de Deus ?

Para muitos é assim mesmo.

Só existe o Deus de bençãos para agora (temporal). Mas em contrapartida existe um Deus não criado que É e sempre foi e sempre será Deus em Justiça (atemporal).

O cristão deve olhar o AT através do prisma de Cristo (a Bíblia é cristocêntrica). O Judaísmo que não aceitou o Cristo é talvez o que se critica com razão. Mas o erro não está no AT e sim nos olhos que o lêem. Eu creio na inerrância da essência da mensagem, e creio que o Deus do AT e o Deus do NT é o mesmo.

O Deus dos Homens é o Homem tomando forma naquilo que ele deseja.

Procuro conhecer e me descobrir em um Deus atemporal, pessoal e incriado com o toque da graça de Cristo.

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domingo, 1 de novembro de 2009

Óleo de Ução em Spray


Acreditem meus amigos!

"O Aroma Gospel é uma empresa que nasceu com um sonho de ter produtos de ótima qualidade e excelência para atender ao público evangélico. Nesta entrevista a Bispa Ana Almeida, SNT do Rio de Janeiro, descreve como surgiu a idéia, ao lado das sócias: pastora Alda Célia e Neuzi Pantera, do lançamento deste óleo abençoado e também explica que uma das primeiras providências da nova empresa é criar um aroma (spray) que irá perfumar todas as igrejas Sara Nossa Terra do Brasil e exterior.


A idéia

Quando a pastora Alda Célia voltou de Israel, ano passado, o que mais me impressionou foi que estávamos buscando um óleo que tivesse boa qualidade, um ótimo aroma e que acreditamos que representasse a unção. Ela trouxe um óleo de ótima qualidade e tivemos todo o cuidado nos detalhes, como por exemplo em fazer uma embalagem bonita e prática através do spray. É uma coisa prática para que a pessoa ficasse com aquele aroma lembrando da unção.

Mercado Evangélico

Porque não consumir produtos que saibamos da procedência debaixo de todos os conceitos bíblicos? E também a empresa nasce onde colocamos Deus como nosso sócio, ou seja, 10% da empresa pertence a Ele. Nosso sonho é ser uma empresa modelo e as pessoas verão que é possível ter um negócio cumprindo todas as leis e ser abençoado.

Aroma Sara Nossa Terra

Nossa primeira providência agora será trabalhar em cima do aroma que irá perfumar as igrejas. Já que a Sara Nossa Terra está com este projeto de padronizar o visual, vamos trabalhar em cima de um spray que possa ser colocado no ambiente. Como todos estão gostando do cheiro da mirra, pois é forte e ao mesmo tempo suave, estamos pensando em tornar o cheiro da mirra a nossa essência. E todos que entrarem na Sara Nossa Terra irão sentir o cheiro da unção.

Conceito de adoração

Quando montamos a empresa estávamos pensando em que produzir, pois a Alda tem uma abrangência muito grande no Brasil. Queríamos divulgar um produto que não deixasse de trazer um conceito de adoração
. Inaugurar a empresa com este óleo teve um significado muito grande para nós. Pois estamos em busca desta unção de adoração e as pessoas irão poder ficar com aquele cheirinho gostoso.

Fonte: Site Oficial Sara Nossa Terra (Não vou postar o link deles para não dar ibope).

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O que eu acho?!?

Sabe como eles dão a parte da sociedade com Deus?!?

Eles pegam o dinheiro, jogam para o alto o que Deus pegar é dele.

Hã? Hã? Sacaram?!?

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sábado, 31 de outubro de 2009

A Ele Todo Som


Se você acha ser pecado ouvir música secular só por causa do rótulo se levar em conta a música em si; você também não pode ir ao teatro, cinema e museus, assim como estes citados as músicas são expressões de arte e cultura que também são feitas por não evangélicos.

Posso concordar com você em que não são todas as músicas que expressam algo de positivo ou algo que realmente valha apreciar tanto como letra ou melodia.

Mas sinceramente não posso deixar de ouvir uma boa música unicamente por que ele não tem um selo gospel garantindo sua integridade.

Aliás penso e sei bem que nem toda música gospel é integra. Muitas vezes a música gospel só tenta ser um elemento substituto para se ouvir aquilo que realmente se quer ouvir.

Música só depende do gosto pessoal.

Então, existem músicas gospeis que são legais e tantas outras músicas ditas mundanas que são bacanas.

Às vezes adotamos essa mania gospel crendo que se o autor for gospel ele tem total crédito e total boa motivação para compor músicas.

Mas, por exemplo, um dia desses, li sobre a vida do famosíssimo John Newton. Ele foi o autor do clássico hino evangélico “Amazing Grace”, ou “Sublime Graça”, como o cantamos em português. Eu sempre achei que ele se considerava um miserável e indigno da graça de Deus porque tinha sido traficante de escravos. Ele ia com seus navios para a África, entrava pelos rios e ia prendendo gente para vender na Europa. Este relato foi feito por ele mesmo, em sua autobiografia. Mas não é por isso que ele se auto-intitulou um “wretch” (miserável).



A razão, segundo ele, era que nessas longas viagens ele, que tinha sido instruído no Evangelho por sua mãe, falava muitos palavrões e participava de bebedeiras, inclusive levando outros a seguirem o seu mau comportamento. Não que isso seja uma coisa aceitável ou da qual alguém não deva se envergonhar. Mas não é impressionante que ele nunca tenha achado estranho, errado, desumano ou anti-cristão subjugar os povos africanos, aprisionar famílias inteiras, separando filhos de seus pais para sempre, somente para depois vendê-los como mercadoria na Europa “puritana” e “cristã” da sua época? Ah sim.

Como afirma o autor daquele livro É proibido, "a separação entre o homem e Deus não implica que o homem tenha perdido a capacidade de criar coisas belas e admiráveis". A música é uma forma de arte, e como tal, tem potencial para ser bela ou destrutiva, cabe a nós o julgar estas coisas e reter o que é bom!

Quando você afirma que ao ouvir músicas seculares, estaríamos ouvindo apenas para nosso prazer, eu pergunto: E...? Não é assim com milhões de outras coisas? E, no entanto, quando o louvor faz parte da nossa vida, podemos engrandecer a Deus e suas obras sem, obrigatóriamente, recitar uma poesia inchada com adjetivos repetitivos ao nome de Jesus, como, por exemplo, na música instrumental. Tocando exatamente a mesma melodia, o músico pode louvar a Deus, a si mesmo, à sua namorada, ou então chamar a atenção de uma garota da platéia...

A adoração é um estilo de vida que não se resume ao que abunda no mercado de música predominantemente ruim, chamado "gospel".

Também não adianta fazer terrorismo espiritual para poder abastecer e sustentar o mercado gospel.

Afinal por que somente sobre a música é pregado tal contexto mundano-secular?!

Causa suspeita que isso acontece por que o mercado gospel ainda não alcançou outros meios comercias.

Mas está tentando. Quem já foi na expo cristã sabe que até detergente e fraldas gospel existe?!


Pelo que vejo o que será consagrado será somente aquilo que se encontra em abundância com o selo gospel de "qualidade".


Agora se olharmos bem a história da igreja veremos que não existia música nos cultos entre outras celebrações da igreja primitiva.


"Toda expressão de arte é divina". (Agostinho)


Música para ser divina não necessita ser necessariamente música gospel. É suficiente pra sua divindade que ela exalte o amor, a verdade, a justiça e tudo que nos remete a Deus.
Sendo que, Deus habilitou pessoas não cristãs a produzirem coisas bonitas e justas. Juízes não precisam ser cristãos para fazerem justiça, nem os médicos convertidos para exercerem medicina. E nem os músicos para fazerem música de qualidade. Compete a nós, Cristãos, examinar de tudo e reter apenas o que é bom. Para isso precisamos crescer e progredir em Deus. Não necessarimente sermos censurados e tratados como impuros por gostarmos de boa música.


De onde tiraram essa idéia? Onde ficam a poesia, a arte, a beleza, o romantismo? Será que estamos mesmo fadados a sermos reféns das rádios evangélicas e suas “maravilhosas” canções românticas? Será que só poderemos ouvir a “poesia” dos mantras repetitivos e infindáveis? Não poderemos mais ouvir os nossos chorinhos lindos e estaremos à mercê dos chorões de auditório? Será que o meu Brasil-brasileiro-mulato-branco-moreno-e-negro cairá sob a bandeira de Israel e seus shophares mágicos?"

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Confissões - Santo Agostinho


"Mas, que amo eu, quando te amo? Não amo a beleza do corpo, nem o esplendor fugaz, nem a claridade da luz, tão cara a estes meus olhos, nem as doces melodias das mais diversas canções, nem a fragrância de flores, de ungüentos e de aromas, nem o maná, nem o mel, nem os membros tão afeitos aos amplexos da carne. Nada disto amo quando amo o meu Deus.

E, contudo, amo uma luz, uma voz, um perfume, um alimento, um abraço de meu homem interior, onde brilha para minha alma uma luz sem limites, onde ressoam melodias que o tempo não arrebata, onde exalam perfumes que o vento não dissipa, onde se provam iguarias que o apetite não diminui, onde se sentem abraços que a saciedade não desfaz. Eis o que amo quando amo o meu Deus!"

‘O corpo, devido ao peso, tende para o lugar que lhe é próprio, porque o peso não só tende para baixo, mas também para o lugar que lhe é próprio. Assim o fogo encaminha-se para cima, e a pedra para baixo. O azeite derramado sobre a água aflora à superfície; a água vertida sobre o azeite submerge-se debaixo deste: movem-se segundo o seu peso e dirigem-se para o lugar que lhes compete. As coisas que não estão no próprio lugar agitam-se, mas quando o encontram, ordenam-se e repousam.


O meu amor é o meu peso. Para qualquer parte que vá, é ele quem me leva. O vosso Dom inflama-nos e arrebata-nos para o alto. Ardemos e partimos. Fazemos canções no coração e cantamos o “cântico dos degraus”. É o vosso fogo, o vosso fogo benfazejo que nos consome enquanto vamos e subimos para a paz da Jerusalém celeste. “Regozijei-me com aquilo que me disseram: Iremos para a casa do Senhor”. Lá nos colocará a “boa vontade”, para que nada mais desejemos senão permanecer ali eternamente.’


(trechos extraídos de Confissões, livro de Santo Agostinho)

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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Frases Soltas (5)

"Acho que a oração é análoga ao sexo. A maioria tem queixas de sua vida sexual; poucos se dão realmente bem. Somos levados a crer que, na hora do sexo e da oração, devemos atingir a estratosfera. Isso cria uma expectativa falsa. E destrói a intimidade"

(citação extraída de Oração, livro de Philip Yancey).

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Love is my religion - Ziggy Marley



Love Is My Religion

Love is my religion, Love is my religion, Love is my religion
I'll take you to the temple tonight

All my days I've been searching, to find out what this life is worth
through the books and bibles of time I've made up my mind
I don't condemn, I don't convert, this is a calling have you heard
bring all the lovers to the fold, cause no one is gonna lose their soul

Love is my religion, Love is my religion, Love is my religion
hey you can take it or leave it, and you don't have to believe it

I don't want to fight, hey let's go fly a kite
there's nothing that we can't cure, and I'll keep you in my arms for sure
so don't let nobody stop us, free spirits have to soar
with you I share the gift, the gift that we now know oh oh oh

( Chorus )

Well I'm done searching now, I found out what this life is worth
not in the books that I find, but by searching my mind
I don't condemn, I don't convert
this is the calling have you heard, bring all the lovers to the fold
no one is gonna lose their soul

( Chorus )

drums - maka b : bass, piano, guitar - ziggy : percussion - luis conte, ken chastain, ross hogarth
guitar - tim pierce, takeshi akimoto : organ - rami jaffe : rhodes - tommy barbarella : backing
vocals - tracy hazzard, natasha pierce, brook ramel


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Tradução
O Amor é a minha religião


(refrão) O amor é minha religião, o amor é minha religião, o amor é minha religião hoje a noite irei te levar até o templo

Todos os meus dias eu procurei,o porquê dessa vida tão ruim
Traga os livros e bíblias do tempo que eu irei fazer na minha cabeça
Eu não condeno e não converto esse chamado que você teve é do seu coração
Traga todos os amantes que achar,porque nehum irá perder suas alma

O amor é minha religião, o amor é minha religião, o amor é minha religião hey você pode pegar ou largar,e não precisa acreditar

Eu não quero brigar, hey vamos empinar pipa
Não tem nada que possamos curar, e eu irei manter você em meus braços com certeza
Então não vamos fazer ninguém nos parar, vamos deixar os espíritos flutuar
Com você eu divido o dom, o dom que agora conhecemos oh oh oh

(refrão)

Bom eu acabei minha pesquisa agora, achei o que é viver na pior
Não achei no livros, mas achei na minha mente
Eu não condeno, eu não converto
Esse é o chamado que você tem do seu coração, traga todos os amantes que achar,nenhum irá perder suas almas
(refrão)

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O Velho e o Novo


Entre uma denominação histórica (tradicional) e uma neopentecostal, onde me encaixo? Se o modelo antigo, com seu aparelho burocrático e engessado, não funciona mais e a nova proposta de "igreja" vem com um enorme vazio de Palavra e seriedade, o que fazer?

Vejamos o tamanho da crise.




As igrejas de hoje têm inúmeros apóstolos, bispos e reverendos, mas pouquíssimos pastores. A coisa mais difícil é encontrar espaço na agenda do líder para um aconselhamento pastoral, afinal, os inúmeros compromissos com a televisão, rádio e os políticos de plantão não permitem que a ovelha perdida seja socorrida pelo seu "pastor", principalmente se essa ovelha tiver "pouca lã".

A liturgia do culto tradicional, sem vida e engessada, mais parece um cerimonial fúnebre onde todos estão mudos na presença de um morto que não ressuscitou.

O neoculto, por sua vez, é dividido em três partes: o louvor, composto de uma repetição sem fim dos chamados "cânticos espirituais", convida o público a "namorar" Jesus, a sentar no seu colo e sentir seu calor, num estado de quase transe emocional. O ofertório (imenso) é o momento de textos fora do contexto para justificar pedidos de polpudas ofertas com taxa de retorno maior que prometiam o pessoal do "Boi Gordo", com direito a uso de cartão de crédito e/ou débito. A palavra, sempre voltada a um evangelho triunfalista e reivindicatório que obriga Deus a atender todos os pedidos dos fiéis sob pena da não mais contribuir com o seu "reino aqui na Terra".

A música é outro ponto que merece destaque. Com o aumento da chamada população evangélica, o mercado de cd’s tornou-se verdadeira mina de dinheiro para um seleto grupo que tem construído verdadeiros impérios financeiros, produzindo música de questionável qualidade técnica e duvidosa qualidade teológica. Esses grupos têm gravadoras, rádios, empresas de comunicação, editoras, agências de turismo, etc, tudo isso para "explorar" o emergente e ávido mercado dos irmãos...

Também merece atenção o lastimável envolvimento de denominações e de igrejas locais com o sistema político vigente, alguns chegando ao ponto de serem eleitos a fim de representar a Igreja de Cristo junto ao Estado como se o Deus Todo-Poderoso, que rege o universo, dependesse de um senador ou deputado para implantar Seu Reino na Terra.

Entre o "velho" e o "novo" existem ainda aquelas igrejas tradicionais que, com medo do êxodo dos poucos fiéis que lhe restam, tentam imitar as emergentes neopentecostais. Chega a ser ridículo. É como querer jogar tênis com as regras do frescobol. Embora existam semelhanças - duas raquetes, dois jogadores e uma bolinha - o jogo é completamente diferente.

Quanta tristeza e cansaço!

Creio que é chegada a hora da virada (seria uma reforma da reforma?). O velho modelo, gélido e sem vida, definha, enquanto o novo é vazio de conteúdo e coerência. Para onde ir? Parece que o chão da verdadeira Igreja sumiu e muitos estão sem rumo e desiludidos. É claro que, em ambos os lados, existem as exceções. Igrejas sérias que servem a Deus com temor e tremor. Muito pouco num Brasil continental. Por isso mesmo, quero convocar a todos os cristãos espalhados nas mais variadas denominações a uma cruzada de reflexão e ação onde a volta ao verdadeiro e simples evangelho seja o alvo de nossos esforços e orações.

Chega de engano e abuso espiritual. Pare, leia, questione, reflita. E que o Deus Todo Poderoso, Senhor da História e do Universo, tenha misericórdia dos cansados e confusos como eu.

Embora o texto esteja na primeira pessoa do singular, ele foi escrito a duas mãos. Mãos que se encontraram num caloroso aperto no inverno de 1995. De lá pra cá, nasceu uma amizade regada a boas conversas e grandes desabafos como esse que agora você acabou de ler.


Por Onir Prado e Marcelo Gualberto
e Marcelo Gualberto é diretor nacional da Mocidade Para Cristo.

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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

RR Soares e os Dinossauros


Embora a ciência ao longo do século XX tenha formulado várias teorias sobre o desaparecimento dos dinossauros da terra, ainda não se chegou a um veredito definitivo. A teoria mais aceita na comunidade científica é de que o extermínio dos grandes répteis teria se dado com a possível colisão de um asteróide com o nosso planeta, o que teria causado um cataclisma sem precedentes.

Diferentemente do que acredita a ciência, em uma nova e controversa teoria ( ou pelo menos o que se pode chamar de uma nova luz sobre o assunto ), foi lançada uma nova idéia sobre o assunto pelo pastor RR Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus, em um dos seus inúmeros programas de TV. O Pastor, que comanda uma legião imensa de fiéis, ainda é cunhado de outro pastor bem mais conhecido: Edir Macedo, o chefe da Igreja Universal. RR Soares também ficou famoso por ser talvez a pessoa com maior permanência na televisão Brasileira.

Segundo RR Soares, em seu programa de TV, a ciência está errada quanto à questão do desaparecimento dos dinossauros. Ele diz em tom de deboche:

"...eles ficam aí dizendo que os dinossauros foram extintos por um cometa ou um asteróide que teria caído na terra... tsc tsc..."

"eu estive pensando sobre o assunto e finalmente descobri o porque do desaparecimento dos dinossauros e cheguei à conclusão de que não foi nada de asteróide, nada de cometa algum. A verdade é que os Dinossauros foram extintos porque não couberam na Arca de Noé!"

Nota:

Depois que eu ouvi essa explicação do eminente RR Soares, eu fiquei aqui a imaginar a cena de Noé tentanto dar um jeito de por um casal de Brontossauros dentro da Arca. Na verdade, bastaria um deles para afundar o enorme barco. Sem falar no trabalho colossal que seria ter de capturar um casal de Tiranossauros Rex para levar em cativeiro. Imagine também o trabalho da equipe de limpeza necessário para recolher todo dia os dejetos deixados em suas celas pelos grandes dinossauros.

Porém nessa nova e "incrível" idéia de Soares, o que mais me chamou a atenção foi ele não ter explicado como teria sido a extinção dos dinossauros marinhos e dos voadores. Os marinhos, com a subida das águas do dilúvio não seriam extintos, mas os voadores, dada a extensão das águas devem ter se cansado de voar, voar ...voar, até que caíram no mar...

Perguntando a um amigo meu, muito gaiato por sinal, sobre o que ele achava que teria acontecido aos dinossauros marinhos, chegamos à conclusão que os marinhos e os voadores provavelmente teriam se suicidado, em solidariedade aos dinossauros terrestres, já que estes devem ter ficados muito tristes pelo fato de haverem sido deixados de fora da Arca de Noé...

...

Mas na verdade, com toda essa "estorinha" no mínimo engraçada, mas dita em tom de seriedade por RR Soares, é que o missionário não sabe que a distância temporal em que os dinossauros viveram sobre a superfície da terra e a chegada do primeiro ser humano dista de alguns milhões de anos, de modo que mesmo se for um dia comprovado o evento da Arca de Noé e o dilúvio, não haveria ainda a mínima possibilidade destes haverem se encontrado face a face. Mas ... dito da forma que foi dita, provavelmente muita gente que ali estava deve ter acreditado na estória do missionário... OU NÃO...

Por Dihelson Mendonça

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A Irrelevância Cristã

*Eugene de Blaas , óleo em tela*

Observo a cristandade (dentro dela diversos segmentos), e sempre me pergunto onde está a graça?!

Observo as questões levantadas e não sinto a mínima vontade de comentar, interagir sobre seus assuntos, dilemas e esperanças. São questões que me parecem tão irrelevantes e tão banais.

Vejo as pessoas querendo buscar um olhar diferente de Deus ou somente chamar a atenção de um ser que dentro da fé que eles mesmos confessam é onisciente. Diante disso me calo e ignoro, ou pelo menos tento.

Vomitar toda a teologia já é irrelevante, mesmo que está teologia vá de encontro ao mais profundo teólogo póstumo ou a era pentecostal e suas estranhezas.

Pensar num cristianismo pragmático onde tudo deve ser pesado, pensado e posto em prática se tornou um discurso tão irrelevante por causa da banalidade de querer ser o melhor cristão do mundo que se equipara às questões rotineiras como decidir a roupa (ou no caso máscara e fantasia) que irá vestir.

Realmente é pura banalidade e irrelevância querer ser visto por Deus dentro do cristianismo. Digo isso pelos dogmas e divergências que existem mais de dentro para fora do que de fora para dentro.

Afinal se existe um Deus pessoal e onisciente por que no meio do aglomerado de pessoas pedintes, em meio a gritos e histerias de uma demonstração bisonha de um falso poder tentamos chamar sua atenção?!

Apesar de que creio serem irrelevantes as questões que trazem a pauta a unidade dos segmentos cristões e suas idéias, regras, liturgias e dificuldades. Afinal o cristianismo nunca será uníssono, pois ele foi feito, e é praticado por pessoas que são tão diferente entre si que nunca chegarão à utopia desejada e tão sonhada por alguns.

"Creio serem irrelevantes as questões da cristandade por que somos crianças brincando de ter um “deus boneco de pano” que está pronto para tratar as nossas carências da maneira mais útil a nós mesmos. O problema é que existem tantas outras crianças com seus “deuses bonecos poderosos” desejosos para si e somente para si o que você que se acha único quer. "


E nisso há o conflito que será ganho pela criança que tem o boneco mais armado pela sua “fé”.

São irrelevantes as nossas questões por que somos os peseudo-intelectuais-teologos de uma fé enlatada, rotulada posta numa prateleira duma loja gospel esperando o próximo movimento cristão que possivelmente será chamado de revelação profética, avivamento ou novo movimento cristão. Sendo que na verdade só existe a inércia daqueles irrelevantes cristãos que brincam de ter “deus” e são empurrados pelos que vem de trás e querem ser os primeiros.

Quando eu quero as respostas mais relevantes dentro do contexto cristão, simplesmente desligo meu computador, fecho minha bíblia, tapo meus olhos e ouvidos, cesso de falar e vou viver lá fora onde as pessoas que também vivem estão.

Então não me procure dentro de um segmento religioso que não irá me achar sentado buscando a atenção de um ser divino.

Vou lá fora viver no mundo que Deus criou e está.

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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Não sabemos o que é Igreja !!!


Igreja não é templo, não é sinagoga, não é mesquita. Não é o santuário onde os fiéis se reúnem para cultuar a Deus. Igreja é gente, e não lugar. É a assembléia de pecadores perdoados; de incrédulos que se tornam crentes; de pessoas espiritualmente mortas que são espiritualmente ressuscitadas; de apáticos que passam a ter sede do Deus vivo; de soberbos que se fazem humildes; de desgarrados que voltam ao aprisco.


"Igreja é mistura de raças diferentes, distâncias diferentes, línguas diferentes, cores diferentes, nacionalidades diferentes, culturas diferentes, níveis diferentes, temperamentos diferentes. A única coisa não diferente na Igreja é a fé em Jesus Cristo."


A Igreja não é igreja ocidental nem igreja oriental. Não é Igreja Católica Romana nem igreja protestante. Não é igreja tradicional nem igreja pentecostal. Não é igreja liberal nem igreja conservadora. Não é igreja fundamentalista nem igreja evangelical. A Igreja não é Igreja Adventista, Igreja Anglicana, Igreja Assembléia de Deus, Igreja Batista, Igreja Congregacional, Igreja Deus é Amor, Igreja Episcopal, Igreja Holiness, Igreja Luterana, Igreja Maranata, Igreja Menonita, Igreja Metodista, Igreja Morávia, Igreja Nazarena, Igreja Presbiteriana, Igreja Quadrangular, Igreja Reformada, Igreja Renascer em Cristo nem igrejas sem nome.

A Igreja é católica (universal), mas não é romana. É universal (católica) mas não é a Universal do Reino de Deus. É de Jesus Cristo, mas não dos Santos dos Últimos Dias. Porque é universal, não é igreja armênia, igreja búlgara, igreja copta, igreja etíope, igreja grega, igreja russa nem igreja sérvia. Porque é de Jesus Cristo, não é de Simão Pedro, não é de Martinho Lutero, não é de Sun Myung Moon, não é de Bento XVI.

Em todo o mundo e em toda a história, a única pessoa que pode chamar de minha a Igreja é o Senhor Jesus Cristo. Ele declarou a Cefas: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja” (Mt 16.18).

Não há nada mais inescrutável e fantástico do que a Igreja de Jesus Cristo. Ela é o mais antigo, o mais universal, o mais antidiscriminatório e o mais misterioso de todos os agrupamentos. Dela fazem parte os que ainda vivem (igreja militante) e os que já se foram (igreja triunfante). Seus membros estão entrelaçados, mesmo que, por enquanto, não se conheçam plenamente. Todos igualmente são “concidadãos dos santos” (Ef 2.19), “co-herdeiros com Cristo” (Ef 3.6; Rm 8.17) e “co-participantes das promessas” (Ef 3.6). Eles são nada menos e nada mais do que a Família de Deus (Ef 2.19; 3.15). Ali, ninguém é corpo estranho, ninguém é estrangeiro, ninguém é de fora. É por isso que, na consumação do século, “eles serão povos de Deus e Deus mesmo estará com eles” (Ap 21.3).

A Igreja de Jesus, também chamada Igreja de Deus (1 Co 1.2; 10.22; 11.22; 15.9; 1 Tm 3.5 e 15), Rebanho de Deus (1 Pe 5.2), Corpo de Cristo (1 Co 12.27) e Noiva de Cristo (Ap 21.2), tem como Esposo (Ap 21.9), Cabeça (Cl 1.18) e Pastor (Hb 13.20) o próprio Jesus.

A tradicional diferença entre igreja visível e igreja invisível não significa a existência de duas igrejas. A Igreja é uma só (Ef 4.4). A igreja invisível é aquela que reúne o número total de redimidos, incluindo os mortos, os vivos e os que ainda hão de nascer e se converter. Eventualmente pode incluir pecadores arrependidos que nunca freqüentaram um templo cristão nem foram batizados. Somente Deus sabe quantos e quais são: “O Senhor conhece os que lhe pertencem” (2 Tm 2.19). A igreja visível é aquela que reúne não só os redimidos, mas também os não redimidos, muito embora passem pelo batismo cristão, se declarem cristãos e possam galgar posições de liderança. É a igreja composta de trigo e joio, de verdadeiros crentes e de pseudocrentes. Dentro da igreja visível está a igreja invisível, mas dentro da igreja invisível nunca está toda a igreja visível. A Igreja de Jesus é uma só, porém é conhecida imperfeitamente na terra e perfeitamente no céu.

Fonte: Ultimato

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